Campanha salarial Rádio e TV: Patrões não mudam proposta na 5ª rodada de negociação

Categoria decidiu manifestações, começando por vestir preto no dia 18/2

Por Adriana Franco - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

A 5ª rodada de negociação da campanha salarial de rádio e tv, realizada na tarde desta quarta-feira (10), terminou sem avanço na posição patronal, que manteve a mesma proposta já apresentada em 13 de janeiro: reajuste salarial de 2% no mês seguinte ao fechamento do acordo sem pagamento da multa da PLR ou abono. 

A data-base da campanha salarial em negociação é 1º de dezembro e a inflação no período acumulado foi de 5,2%, fazendo com que a proposta patronal não reponha a inflação ao período e não seja retroativa.

Durante a negociação, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) reafirmou a necessidade de as empresas reconhecerem e valorizarem o trabalho da categoria que, no ano de 2020, enfrentou a pandemia expondo-se ao vírus durante a cobertura jornalística para levar informações à população brasileira. Além disso, o SJSP pontuou que o jornalismo foi um pilar de sustentação das empresas ao longo do ano passado, fazendo com que a grade horária jornalística aumentasse nas empresas em todos o estado. “Evidentemente que, por causa da crise, houve uma queda econômica, mas os dados das empresas mostram que houve um corte de custos que garantiu a manutenção da taxa de lucratividade. As emissoras investiram e estão investindo, o que mostra que estão em situação financeira de enfrentar os desafios que têm e, entre eles, está repor o poder aquisitivo no nosso salário e garantir a PLR”, reiterou o presidente do Sindicato, Paulo Zocchi.


A próxima negociação da campanha salarial de rádio e tv será em duas semanas.

Mobilização da categoria
Uma assembleia bastante representativa, com mais de 150 presentes, decidiu apontar para a categoria a construção de uma mobilização para demonstrar a indignação dos jornalistas com a proposta patronal.

O primeiro passo será no dia 18/2, próxima quinta, quando a categoria está chamada a vestir preto para ir trabalhar ou participar das reuniões virtuais, como uma forma de protesto à tentativa de redução do valor dos salários e retirada da PPR.

Outras ações foram debatidas, como campanha das redes sociais e manifestações dos jornalistas via áudio. O Sindicato está organizando as ações e divulgará mais orientações em breve.