Assembleia define contraproposta com pontos econômicos e de teletrabalho

A campanha salarial de jornais e revistas do Interior, Litoral e Grande São Paulo avança e a categoria aguarda resposta do sindicato patronal (SindJori) para a contraproposta

Por Redação - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo / Foto: Divulgação

Regional ABCD chamando colegas para assembleiaRegional ABCD chamando colegas para assembleia

Frente à proposta dos patrões de reajuste de 8,5%, sem retroativo, jornalistas do segmento de jornais e revistas do interior, litoral e Grande São Paulo reivindicam 8,9%, a partir de 1º de agosto, na Campanha Salarial em curso. “Isso é o mínimo indispensável para recuperar o valor dos salários diante da inflação oficial e das perdas econômicas e sociais resultantes da política de retirada de direitos do governo Bolsonaro”, afirma a diretora do SJSP e secretária do Interior, Solange Santana.

Pela contraproposta da categoria, o índice se aplica a todas as cláusulas econômicas, com exceção aos seguros e à Participação no Lucros e Resultados (PLR), acatando proposta patronal de manter os valores da convenção coletiva anterior, com o pagamento no valor de R$ 1000,66.

Teletrabalho
Na contraproposta, jornalistas reivindicam cláusula sobre o regime de teletrabalho que contemple a jornada de trabalho específica da categoria e a responsabilidade das empresas pelos custos diretos e indiretos.

A categoria reconhece isso como uma questão central. O teletrabalho não pode ser regulado apenas para os patrões. Jornalistas que trabalham nesse regime produzem tanto ou mais que no presencial, muitas vezes com maior jornada e ainda arcando com manutenção de equipamento, pacote de internet, luz etc.

O Sindicato se coloca à disposição das(os) jornalistas para reuniões por redação para debater e preparar os próximos passos da campanha salarial. A categoria participando garante força à negociação. Entre em contato com as regionais do Sindicato!