Vítimas da Abril: ‘Minha filha precisa de uma cirurgia. Fiquei sem convênio e sem dinheiro’

Na série "Vítimas da Abril", a gráfica Licia Lima conta como ela e sua família têm sido impactados pelo calote dado pela editora

A gráfica Licia Lima, 28, trabalhou por dois anos no setor de acabamento da Abril até ser mandada embora junto com centenas de colegas demitidos em massa em agosto passado. Na série de vídeos Vítimas da Abril, Licia relata as dificuldades que ela e a família têm enfrentado desde o calote dado pela empresa.

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“Marcaram a data de homologação para todo mundo e quando chegou a data tivemos a surpresa de que não íamos receber nada”, conta Licia.

A liberação do acesso ao seguro desemprego e ao Fundo de Garantia – sem o pagamento da multa da 40% pela empresa – só ocorreu posteriormente, quando o aluguel e contas de consumo, como água e luz, já estavam em atraso, relata a gráfica. “Esse dinheiro chegou só para pagar as contas e hoje praticamente fiquei sem nada”, completa a trabalhadora. 

Licia é mãe de duas meninas, uma das filhas é especial e necessita de atendimento contínuo pela AACD. A outra filha, que fazia tratamento contra uma escoliose agressiva, precisa de uma cirurgia na coluna que chegou a ser agendada pelo médico, mas o procedimento não foi autorizado pelo convênio que até então a trabalhadora tinha como benefício na Abril.

O relato da gráfica se soma a de outras trabalhadoras e trabalhadores que compartilham suas histórias sobre o impacto provocado em suas vidas com o calote dado pela Abril. Acesse outros relatos no canal criado no YouTube ou na galeria de vídeos do site do Sindicato dos Jornalistas. 

Confira o vídeo: