Trabalhadores em greve no Correio Popular, de Campinas

Salários estão atrasados desde novembro, além de benefícios, do adicional de férias e do 13º de 2017. Em assembleia nesta quinta (15), profissionais decidem rumos da paralisação.

Por Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Jornalistas, administrativos e gráficos da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), de Campinas, estão em greve desde a tarde desta quarta-feira (14), em protesto contra o atraso de salários que ocorre há quase três meses. Na tarde desta quinta-feira (15), às 15h, os profissionais realizam assembleia em frente à sede da empresa, na Vila Industrial, para debater e decidir os rumos do movimento.

A RAC é responsável pelo jornal Correio Popular, entre outras publicações. Comunicada sobre a greve pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), a direção da rede ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação. Até o momento, a empresa se limitou a  comunicar os trabalhadores, no último dia 9, que nesta semana de carnaval vai quitar parte dos débitos pagando metade dos salários de novembro e dezembro de 2017 até o próximo dia 23 de fevereiro.

Os trabalhadores e trabalhadoras têm enfrentado os frequentes atrasos de pagamentos há cerca de dois anos, mas a crise se aprofundou na empresa e cruzar os braços novamente foi a única alternativa das categorias para pressionar a RAC diante de inúmeras promessas não cumpridas. 

Colabore com o fundo de greve dos jornalistas da RAC

Entre outras paralisações, os profissionais fizeram greve em junho passado, quando a mobilização unificada conquistou um acordo judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região para pagamento dos débitos, contudo, a RAC está descumprindo a sentença.

O acordo determinou o pagamento semanal de 25% dos salários e benefícios, mas nem esses depósitos a rede tem feito com a regularidade devida. Além dos atrasos de salários que se arrastam desde novembro passado, há outros seis meses de benefícios (vales refeição e alimentação) não pagos, bem como o 13º de 2017. Quem sai de férias também não está recebendo o adicional de um terço do salário.

Como apurou o SJSP, os prejuízos financeiros vividos pelos profissionais estão levando, inclusive, ao adoecimento na redação com quadros de estresse, depressão e outras doenças que afetam os trabalhadores.