Sindicato protocola denúncia contra jornal A Tribuna na OIT

 
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recebeu a denúncia do O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) contra a direção de A...

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recebeu a denúncia do O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) contra a direção de A Tribuna. O órgão deverá se manifestar em 30 dias sobre a situação exposta no documento, encaminhado em dois idiomas (inglês e francês), além de português.

Esse foi apenas um dos inúmeros passos dados pela Regional do SJSP contra a empresa que, além de adotar uma postura antissindical, desafia o Sindicato, a Constituição Federal, as leis trabalhistas e tratados internacionais aos quais o Brasil é signatário.

Ainda insatisfeita com a a infeliz decisão, a empresa, agora, tenta dividir a categoria, ameaçando punir jornalistas por fazerem horas extras. “É como se A Tribuna não fosse a principal responsável pelo excesso de trabalho imposto aos trabalhadores, que não recebem o salário que merecem e, para não serem punidos injustamente, são obrigados a se humilharem batendo o cartão e voltando ao trabalho”, diz o diretor da Regional Baixada Santista, Calos Alberto Ratton.

Antes das manifestações públicas, que estão ganhando notoriedade não só na categoria, como em vários segmentos da população, o Sindicato tentou resolver o problema –  a demissão de um diretor - de forma amistosa, mas A Tribuna se manteve irredutível e ainda fez uma proposta ilegal e indecente.

Segundo Ratton, a empresa propôs que o jornalista ingressasse na Justiça do Trabalho para depois fazer um acordo, pagando uma quantia irrisória para que ele não mais reclamasse. Essa proposta foi feita no Sindicato, na presença de seu presidente, José Augusto Camargo (Guto) e vários outros diretores. “É séria uma empresa que age dessa forma?”, questiona o dirigente da Baixada.

 

Moção de repúdio

A campanha contra o Jornal A Tribuna de Santos, encabeçada pelo Sindicato, acontece por que a empresa demitiu o jornalista e sindicalista Eraldo Santos, com 25 anos de empresa e há um ano da aposentadoria. As manifestações de repúdio ganharam o apoio do Conselho Sindical Regional da Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira (GRTE-Santos), que agrega 98 entidades sindicais. Também durante o 14º Congresso Estadual dos Jornalistas, realizado em Caraguatatuba, no último final de semana, a demissão arbitrária recebeu moção de repúdio, aprovada por todos os delegados participantes.