Questão palestina será debatida no Sindicato

 
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo sedia no próximo dia 17, a partir das 20 horas a palestra da jornalista Baby Siqueira Abrão, com o tema “A...

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo sedia no próximo dia 17, a partir das 20 horas a palestra da jornalista Baby Siqueira Abrão, com o tema “A Palestina vista de dentro - relatos de quem vive a Nakba”.
A palestra, segundo a jornalista, tratará da “ilegalidade e a ilegitimidade da partilha de 1947, das pressões dos sionistas, dos bastidores (terríveis) na ONU para a aprovação do projeto sionista. Ela também pretende relatar “as consequências de Nakba e Naksa, com base em tudo que vejo e vivo na Palestina” e introduzirá o tema das lutas populares Haverá análises sobre “os ataques dos colonos e em tudo que Israel ganha com a ocupação, montante que sobe pela exploração dos recursos naturais palestinos (como o gás de Gaza).

 
Quem é Baby Siqueira Abrão: autora de livros sobre filosofia, mitologia grega e divulgação científica, nasceu na Liberdade e cresceu na Freguesia do Ó, bairros da capital paulista. Ainda adolescente, participou da resistência à ditadura militar brasileira. Em abril de 2011, atendendo convite de Abdallah Abu Rahmah (o mais destacado líder da resistência não violenta da Palestina), viajou à Palestina, para participar da 6a. Conferência Internacional das Lutas Populares Não Violentas e para passar dois meses fazendo pesquisas para seu projeto de doutorado, sobre as consequências da partilha da Palestina. Mas decidiu permanecer lá e hoje é correspondente no Oriente Médio do jornal Brasil de Fato e do site de notícias Opera Mundi, colaborando também com o site Carta Maior e com a revista Caros Amigos. Além de reportagens, faz análises políticas sobre aquela parte do mundo. Como jornalista, seu objetivo é abrir espaço na mídia brasileira para noticiar e comentar o que acontece na Palestina. Como autora, tem três livros sobre a Palestina em projeto. Como acadêmica, dispôs-se a pesquisar e a refletir sobre a tragédia palestina como símbolo da resistência popular contra o estado de terror imposto por grupos que lucram com a guerra, com a militarização dos espaços físicos e psicológicos individuais e públicos, com a colonização de terras e mentes, com ameaças político-econômicas, com a destruição de culturas, com a ocupação dos corpos, dos sentimentos e da vida.