Paralisação na RAC foi total, e jornalistas exigem negociação

Movimento reivindicatório continua e nova assembleia será realizada na segunda-feira (21)

Por Redação - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Os jornalistas da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), que publica os jornais Correio Popular, Notícias Já e Portal Cosmos, decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (16), encerrar a paralisação de 24 horas e voltar ao trabalho. A paralisação foi um êxito e mostrou a profunda indignação que toma conta dos jornalistas. O Correio Popular não circulou hoje.

O movimento prossegue, pois os jornalistas decidiram convocar nova assembleia, desta vez, presencial, na segunda-feira (21), para avaliar a resposta da empresa à reivindicação de que acerte parte dos salários atrasados. O Sindicato dos Jornalistas está notificando a empresa da decisão e cobra a imediata abertura de negociações.

Na representativa assembleia, realizada virtualmente, os jornalistas avaliaram como positiva a paralisação, que contou com 100% de participação da redação. O movimento impediu que o jornal circulasse no dia de hoje (17/12/20). A RAC, desonrando o que se espera de uma empresa de comunicação, publicou uma nota escondendo de seus leitores as razões pelas quais o jornal não saiu.

“A nota da RAC é um primor de criatividade quando se trata de fugir das suas responsabilidades. A empresa, que vive de vender informações, sonega informações. Atribuiu a interrupção da circulação do jornal a ‘um problema incontornável, mas, momentâneo’”, destacou Marcos Alves, diretor do SJSP, coordenador da Regional Campinas.

A direção do SJSP demanda da empresa uma reunião imediata para abrir a negociação. Os jornalistas querem que a empresa apresente um plano de pagamento dos salários atrasados, que já soma mais de 20 meses e mais o 13º salário do ano passado.

“Seria muito benéfico para todos se a RAC usasse essa criatividade para criar eufemismos na busca de soluções para colocar em dia o pagamento dos salários de trabalhadores”, conclui Marcos.