Norian Segatto lança A estrela do abismo

Por Divulgação

Suicídio não é tema novo na literatura, mas um terreno sempre árido por tratar do limite da existência. Escritores e escritoras de origens diversas vivenciaram, ficcionalmente ou não, a experiência da morte voluntária. A poeta estadunidense, Sylvia Plath, e a escritora britânica Virginia Woolf, são dois casos em que a depressão venceu a vida. O ritual do escritor japonês Yukio Mishima, cometendo haraquiri, é outra faceta deste fenômeno que acompanha a humanidade e que Carlos Drummond de Andrade chamou de “dis-solução”.

No romance A estrela do abismo, o suicídio é, ao mesmo tempo, o limite do precipício pessoal de Eva e a ponte pela qual a filha, Clara, tem de atravessar em busca de respostas a perguntas nunca formuladas para, a partir de fragmentos de vida, mergulhar em uma catártica simbiose e tentar reconstituir o “quebra cabeça” que levou a mãe a várias internações, tentativas de automutilação e a um feroz embate com Deus.

A jornada de Clara se mescla com uma trama política nacional, projetando os abismos existentes na dimensão individual e da sociedade. Não à toa, o grupo responsável por atentados se autodenomina CoRpo, palavra que remete à original experiência humana.

Em A estrela do abismo, o corpo individual e o coletivo são extremos que clamam soluções radicais.

O livro foi contemplado pelo segundo Edital de Publicação de Livros da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo.