Jornalistas e radialistas têm assembleia sábado (26) na capital

Categorias definem ações conjuntas contra os patrões de rádio e TV e não descartam paralisação unificada em SP

Por Redação - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Jornalistas e radialistas debatem ações conjuntas para enfrentar os patrões nas campanhas salariais de rádio e TV em assembleia neste sábado (26), às 10h, no auditório Vladimir Herzog, sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo – SJSP (Rua Rego Freitas nº 530, sobreloja, Vila Buarque, centro paulistano).

A direção do SJSP e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo (Radialistas-SP) promoveu uma série de assembleias estaduais unificadas desde o último dia 19, no litoral e em várias regiões do interior paulista.

Nos encontros, as categorias avaliaram o andamento de suas campanhas salariais diante da intransigência das empresas, pois a tentativa patronal de impor uma ampla retirada de direitos das Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) afeta tanto jornalistas quanto radialiastas.. Entre outras formas de mobilização que estão em debate, os profissionais discutiram a possibilidade de uma paralisação unificada.

As assembleias começaram no último sábado (19) em Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Nesta semana, os debates prosseguiram segunda-feira (21) em Itapetininga, na terça (22) em Bauru, Santos e Sorocaba, além do ABCD e Vale do Paraíba nesta quarta-feira (24).

Patrões querem piorar condições de trabalho

Os jornalistas já tiveram 11 rodadas de negociação desde o início da campanha, em dezembro de 2017, mas as empresas continuam inflexíveis e querem que os trabalhadores do setor aceitem, sem diálogo, a pauta patronal que exclui garantias conquistadas ao longo de anos, criticam os dirigentes do SJSP. A data base dos radialistas foi no último 1º de maio e os trabalhadores do setor estão sofrendo a mesma tentativa de retirada de direitos pelos empresários.

Como os sindicatos dos Jornalistas e Radialistas divulgaram no boletim unificado Antena Mural, os principais direitos que a bancada patronal quer tirar dos jornalistas e dos radialistas são os seguintes:

Quinquênio – A cada cinco anos, o trabalhador ou a trabalhadora que se mantém no emprego ganha um adicional de 3% no salário. As empresas querem congelar esse direito: o quinquênio deixaria de acumular, e só se mantém para quem já o ganha.

Estabilidade pré-aposentadoria – É uma cláusula que impede as empresas de demitirem o trabalhador que se aproxima da aposentadoria. Os empresários querem derrubar essa garantia em troca de uma indenização.

Estabilidade da gestante – Direito que as mães têm de voltar ao trabalho após a licença-maternidade, tendo garantida a estabilidade por um mês. É uma proteção para a mulher.  É outra cláusula que as empresas querem derrubar em troca de indenização.

Decisão sobre as férias – O trabalhador  tem o direito de decidir se quer tirar 30 dias corridos de férias ou quebrar em até três períodos. As empresas querem passar a ter o direito de decidir sozinhas sobre isso, podendo usar férias, por exemplo, para as escalas de final de ano.

Banco de Horas – As empresas querem piorar brutalmente a jornada de trabalho das duas categorias, estendendo o período de compensação para até seis meses. No caso das duas categorias, há possibilidade de redução de ganhos para parcelas dos trabalhadores, a depender do contrato de trabalho.

Assembleia unificada de jornalistas e radialistas
Dia: 26 de maio de 2018 (sábado)
Horário: 10h
Local: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Rua Rego Freitas nº 530 – Sobreloja - Vila Buarque – São Paulo/SP (Metrô República).