Jornalistas e radialistas da RedeTV aprovam estado de greve

Caso não haja negociação e retirada da medida que afeta os salários, trabalhadores podem entrar em greve a partir da tarde de quinta-feira (24)

Por Adriana Franco - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Jornalistas e radialistas aprovam estado de greve contra anúncio de redução salarialJornalistas e radialistas aprovam estado de greve contra anúncio de redução salarial

Sem negociação ou anúncio da retirada da medida que reduz os salários em aproximadamente 40%, jornalistas e radialistas da RedeTV decidiram unanimemente pelo estado de greve em assembleia na porta da emissora na tarde desta terça-feira (22). Caso a empresa não retire a decisão de reduzir a jornada, que afeta diretamente os salários com corte de horas extras praticadas habitualmente pelos trabalhadores, as categorias poderão entrar em greve em 48 horas após a decisão. Ou seja, a partir da tarde da próxima quinta-feira (24) jornalistas e radialistas podem paralisar suas atividades laborais legalmente como forma de buscar uma negociação.

Os sindicatos dos jornalistas e dos radialistas organizaram a assembleia como representantes das categorias afetadas e, após a assembleia, entregaram o aviso do estado de greve à emissora, prontificando-se a negociar a qualquer momento.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Paulo Zocchi, reiterou que redução de salário é ilegal e apontou que a jornada habitual e praticada pelos profissionais era de sete ou mais horas de trabalho para os jornalistas e de oito ou mais horas para os radialistas. “A redução salarial imposta pela empresa provoca uma consequência dramática para todo mundo, para as famílias de cada um de vocês e para cada um individualmente, então é um negócio inaceitável. E não dá para achar que a perspectiva é todo mundo continuar trabalhando nessa situação e entrar com uma ação judicial para ver o que vai acontecer. Não pode ser assim! A empresa tem que recuar do que ela decidiu e conversar, então a empresa tem que recuar. E a questão é a seguinte: o que pode fazer a empresa recuar é a nossa determinação de parar o trabalho coletivamente e fazer uma greve”, anunciou Zocchi.

Após a assembleia conjunta, jornalistas da emissora se reuniram com o SJSP para tirar dúvidas e dialogar sobre as medidas cabíveis ao caso. Os próximos passos da mobilização serão definidos na assembleia entre trabalhadores e sindicatos marcada para quinta-feira (24).

Outras praças

Por ser uma emissora presente em outros estados, a medida pode afetar mais profissionais. Diante da denúncia, os sindicatos dos jornalistas e dos radialistas do Distrito Federal devem avaliar os cortes de salários na emissora em Brasília em assembleia marcada para a próxima sexta-feira (25) em frente da sede da emissora, no setor comercial norte.

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