Jornais e Revistas da Capital: Assembleia da Campanha Salarial é dia 25

Após quatro rodadas, será debatida a contraproposta às empresas. Acesse e saiba mais sobre a negociação desta terça (19)

Por Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) realiza assembleia nesta segunda-feira (25), às 12h e às 19h30, para debater uma contraproposta às empresas na Campanha Salarial de Jornais e Revistas da Capital 2018-2019. A assembleia será no auditório Vladimir Herzog, sede do SJSP, na Rua Rego Freitas nº 530, sobreloja, centro da capital paulista.

Para dialogar com a categoria sobre o andamento da campanha, os dirigentes do SJSP também estão visitando as principais redações da capital até sexta-feira (22), entre as quais as editoras Abril e Globo, os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e Valor Econômico, além da Bloomberg. Confira o boletim Mural que será entregue aos profissionais nas empresas de comunicação. 

Na quarta rodada de negociação, que ocorreu nesta terça-feira (19), a bancada dos jornalistas discutiu algumas cláusulas sociais que haviam sido excluídas ou que não tiveram a inclusão aceita na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) pelo Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de São Paulo (SinJoRe).

Acesse a íntegra da pauta de reivindicações dos jornalistas. 

O primeiro item debatido foi a 26ª cláusula da pauta de reivindicação dos jornalistas, que trata da rescisão do contrato de trabalho. Apesar da “reforma” trabalhista ter derrubado a obrigatoriedade da homologação no Sindicato, a bancada dos trabalhadores reivindica que as empresas comuniquem as demissões ao SJSP por e-mail, de forma que o Sindicato possa continuar cumprindo seu papel de prestar assistência aos profissionais e, ao mesmo tempo, acompanhando a rotatividade nas redações.

Na mesa, os dirigentes do SJSP ressaltaram aos representantes do SinJorRe que a medida é importante porque, ocasionalmente, as empresas erram os cálculos das rescisões e a assessoria do Sindicato evitaria, inclusive, judicializações e processos desnecessários aos próprios patrões. O intuito também é garantir a orientação do SJSP nos casos de rescisão por acordo mútuo (cláusula 81ª da pauta dos jornalistas), nova modalidade implementada com a “reforma” da CLT.

Outra mudança trazida pela “reforma” trabalhista, o home office ou teletrabalho (cláusula 87 da pauta dos jornalistas) também foi debatido nesta rodada. Para os dirigentes do SJSP, é necessário que esse item da CCT especifique que as empresas são responsáveis pelos custos do trabalho fora do escritório (tais como acesso à internet) e com garantia de controle de jornada à distância.

No caso da terceirização, a bancada do SJSP propôs a reformulação dessa cláusula para inclusão na nova CCT e, em vez de proibir essa forma de contratação, como reivindicado anteriormente, os dirigentes do SJSP querem que os direitos da Convenção Coletiva sejam estendidos aos jornalistas terceirizados como forma de garantir, entre outros, o piso salarial em vez do rebaixamento dos salários.

Na quinta rodada de negociação, que ocorre em 26 de junho, a bancada dos jornalistas vai entregar a contraproposta da categoria aos patrões, após a realização da assembleia do próximo dia 25, além das outras 46 cláusulas debatidas anteriormente e nas quais já existe acordo entre as partes.

Confira outras informações da quarta rodada neste vídeo com Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas: