Guarda civil de Diadema agride repórter Arthur Stabile

Jornalista cobria manifestação contra morte de um jovem pela PM, e foi atacado duas vezes com spray de pimenta

Por Redação - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Arthur Stabile foi atacado por gás disparado por policial enquanto cobria manifestação no último domingo / Foto: Arquivo pessoal Arthur Stabile foi atacado por gás disparado por policial enquanto cobria manifestação no último domingo / Foto: Arquivo pessoal

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e a Federação Nacional dos Jornalistas vêm repudiar a atitude da Guarda Civil Municipal de Diadema, no ABC paulista, que por duas vezes disparou gás de pimenta contra o repórter Arthur Stabile, da Ponte Jornalismo.

O jornalista fazia cobertura de um ato no Jardim Piraporinha, na tarde deste domingo, dia 15, por conta de morte de um jovem por um policial militar, ocorrida no dia 10. Quando os manifestantes chegaram no local da morte, a guarda municipal agiu com truculência, atropelando um casal sobre uma motocicleta. Parte das pessoas se revoltaram com os guardas, e teve início a repressão, com balas de borracha e spray de pimenta.

Um vídeo feito pelo próprio repórter Arthur Stabile mostra o supervisor Penna, comandante da operação, correndo atrás dos manifestantes com o spray de pimenta. O jornalista foi atingido pelo spray mesmo tendo se identificado. O repórter ainda foi atingido mais uma vez por spray de pimenta pelo agente, que justificou a atitude para que o jornalista se afastasse.

A FENAJ e o SJSP se solidarizam ao repórter agredido, e exigem da administração municipal de Diadema a devida apuração e responsabilização sobre os fatos. Além da truculência contra os manifestantes, uma violação ao direito de manifestação, a agressão ao repórter se trata de cerceamento do trabalho jornalístico, e por isso um sério atentado à democracia.