FEPALC: Crimes contra jornalistas deixam a América Latina em luto

Por Fepalc - com tradução do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Dos novos crimes contra trabalhadores da imprensa, que deixaram a nossa região em luto nos últimos dias, estão o assassinato de comunicadores que aconteceram no Brasil e no México, dois dos países com maior índice de violência contra os e as jornalistas. A Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc, sigla em espanhol) condena estes atos e cobra dos governos da região a adoção de medidas que permitam um exercício realmente livre do jornalismo e que garantam o fim da impunidade em casos de crimes contra jornalistas.

Jorge Miguel Armenta, diretor do Grupo ObSon que inclui vários meios de comunicação, foi vitimado no sábado na cidade de Obregón, um distrito situado ao sul do Estado de Sonora no México. Segundo fontes oficiais, duas pessoas dispararam contra Armenta, que se encontrava sob proteção do Estado por ameaças que havia recebido de parte de distintos grupos do crime organizado. A FEPALC se soma ao chamado de seu afiliado, o Sindicato Nacional de Redatores da Imprensa, exigindo imediata investigação do assassinato.

Leonardo Pinheiro, comunicador popular da cidade do Rio de Janeiro, reportava habitualmente desde a página “A voz Araruamense” na rede social Facebook; o comunicador estava realizando uma entrevista para o portal quando pessoas desceram de um veículo e o assassinaram. A liberdade de expressão passa por um momento crítico no Brasil devido a violência contra comunicadores e comunicadoras, e a esta realidade se somam os mais de 179 ataques a imprensa realizado este ano pelo Presidente Jair Bolsonaro, segundo denuncia a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

A América Latina continua sendo uma zona de alto risco para o exercício do jornalismo; em 2019 foi a região com mais jornalistas assassinados a nível mundial, alcançando 18 comunicadores vítimas de homicídio. O mais atroz dessas cifras é o alto índice de impunidade. Impunidade que debilita o exercício do jornalismo e por fim debilita a democracia na região.

América Latina-Caribe, 18 de maio de 2020

FEDERACIÓN DE PERIODISTAS DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE (FEPALC)

Federación Nacional de Periodistas del Ecuador (FENAPE)
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
Federación Colombiana de Periodistas (FECOLPER)
Sindicato Nacional de Periodistas de Costa Rica
Federación Nacional de Trabajadores de los Medios de Comunicación Social de Chile (FENATRAMCO)
Associations des Journalistes Haitiens (AJH)
Sindicato Nacional de Redactores de la Prensa de México (SNRP)
Sindicato de Periodistas de Panamá (SPP)
Sindicato de Periodistas del Paraguay (SPP)
Asociación Nacional de Periodistas del Perú (ANP)
Asociación de Prensa Uruguaya (APU)
Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa de República Dominicana (SNTP)
Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa de Venezuela (SNTP)