CUT-SP: Bolsonaro atenta contra a saúde pública

Central apoia saída de Bolsonaro do governo e a construção de uma Constituinte Exclusiva e Soberana

Por CUT-SP

Em abril, após semanas de tensão em meio a divergências, Luiz Henrique Mandetta foi demitido do Ministério da Saúde pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em menos de um mês depois de assumir o cargo, seu substituto, o médico oncologista Nelson Teich pede demissão nesta sexta-feira (15).

Com 208,031 casos confirmados e 14,267 mortes por coronavírus, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde até hoje (15), o Brasil está próximo de superar os números da Covid-19 na Itália, que registra mais de 223 mil pessoas infectadas, de acordo com levantamento feito pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Os números e a saída dos ministros evidenciam como têm sido os embates sobre a melhor estratégia para o enfrentamento da pandemia de coronavírus e a crise do governo de Jair Bolsonaro neste momento.

Estamos diante de um presidente que sempre criticou as medidas de isolamento social adotadas pelos estados em conformidade com recomendações de autoridades sanitárias, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

É nítido que Bolsonaro não só atenta contra a saúde pública, incitando tantas vezes o fim do isolamento, como também demonstra ser um presidente enfraquecido, com um governo sem forças para ditar uma mudança de rumo na condução da crise.

Nitidamente estamos em um cenário que exige o “Fora Bolsonaro”, numa conjuntura política em que o presidente demonstra a cada dia menos capacidade de influenciar a política pública e coordenar os atores políticos.

Reforçamos, assim, nossa luta pelo fim deste governo e por uma Constituinte Exclusiva e Soberana que garanta as reformas necessárias e dê voz à classe trabalhadora.

Direção da CUT São Paulo
São Paulo, 15 de maio de 2020.