Contraproposta da Campanha Salarial de Jornais e Revistas da Capital é entregue aos patrões

Jornalistas reivindicam 2,8% de reajuste salarial e seguem lutando para manter cláusulas que garantam as atuais condições de trabalho

Por Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Na quinta rodada de negociação da Campanha Salarial de Jornais e Revistas da Capital, realizada nesta terça (26), a bancada dos jornalistas entregou uma contraproposta às empresas reivindicando 2,8% de reajuste sobre os salários e benefícios, sendo 1,76% para reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses e 1% de aumento real, índice retroativo à data base, que foi em 1º de junho. Na mesa, também foi acordado que a atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem a validade mantida até o próximo 31 de julho.

A contraproposta entregue pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) foi debatida pela categoria em assembleias na sede da entidade neste 25 de junho. No documento entregue ao Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de São Paulo (SinJoRe), também estão cláusulas da pauta de reivindicações que os empresários querem excluir, mas que os jornalistas lutam para manter na CCT visando  garantir as atuais condições de trabalho no setor.

A multa diária de 1/30 do salário nominal em caso de atraso de pagamento, o adicional de 40% por acúmulo de função, o auxílio funeral, a indenização por motivo de aposentadoria ou invalidez e a estabilidade pré-aposentadoria estão entre as cláusulas que os profissionais querem manter na Convenção Coletiva.

Quanto às novas cláusulas da pauta de reivindicações, a bancada dos trabalhadores quer incorporar um item garantindo que, em caso de terceirização, os jornalistas alocados pela empresa terceirizada tenham os mesmos direitos da Convenção Coletiva que os contratados diretamente, incluindo a representação sindical pelo SJSP.

A proteção contra dispensa imotivada, o direito à liberdade de expressão e exercício da cidadania, o controle de frequência, regras para contratação de trabalhador autônomo e para o teletrabalho ou home office também estão entre as novas cláusulas que a bancada dos trabalhadores quer incluir na nova CCT.

Com exceção das cláusulas citadas anteriormente, que continuam em debate na Campanha Salarial 2018-2019, há outras 51 nas quais jornalistas e empresários já têm acordo.

A próxima rodada de negociação é em 12 de julho, quando as empresas responderão à contraproposta dos jornalistas.

Confira outras informações no vídeo com Paulo Zocchi, presidente do SJSP: