Assembleia elege delegados ao ConCUT e ao CeCUT-SP

Delegados apresentados foram aprovados pela maioria

Por Adriana Franco - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo

Após a assembleia de prestação de contas desta quarta-feira (26), o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) realizou mais uma assembleia para eleger os delegados e delegadas para o 13º Congresso Nacional da CUT (ConCUT) e o 15º Congresso Estadual da CUT São Paulo.

Paulo Zocchi, presidente do SJSP, e Lilian Parise, secretária de sindicalização, foram eleitos delegados ao 13º ConCUT. Já o secretário de finanças do Sindicato, Claudio Soares, e Cândida Vieira, secretária-geral, foram eleitos suplentes. A votação contou com a aprovação da maioria e três abstenções.

Para o Congresso Estadual da CUT São Paulo (CeCUT), Paulo Zocchi e Cândida Vieira foram eleitos delegados e José Eduardo, secretário de interior, e Solange Santana, da regional de Santos, foram eleitos suplentes. Assim como na votação anterior, a maioria aprovou os nomes e houve três abstenções. Além disso, Lilian Parise, secretária de sindicalização, e a diretora Fabiana Caramez são delegadas natas.

De acordo com os critérios, as entidades sindicais devem inscrever delegados conforme o número de sindicalizados declarados em abril de 2019 e na proporção estabelecida pelos editais e precisam respeitar a paridade.

O presidente do SJSP, Paulo Zocchi, ressaltou a importância do ConCUT na atual conjuntura de gigantes ataques aos direitos sociais e trabalhistas, a exemplo da reforma trabalhista. “A chapa inscrita para o ConCUT representa e se identifica com a luta contra o retrocesso e de representação da categoria” declarou Zocchi.

Durante a assembleia, foi discutido que a categoria tem um papel específico diante da conjuntura. Destacou-se não só a greve dos jornalistas de Alagoas como a importância do jornalismo para a democracia. As denúncias divulgadas pelo The Intercept Brasil foram citadas como exemplo de que “o jornalismo está vivo”.

O diretor Norian Segatto falou do projeto de governo em atacar sindicatos tanto pelo aspecto financeiro, com as recentes medidas que retiram e inviabilizam o financiamento sindical de forma coletiva, como por meio da criminalização. Para ele, o Congresso da CUT se dá neste cenário e afirmou que “é preciso a força dos trabalhadores para resistir”.

Ao final, o secretário do interior José Eduardo Souza leu uma moção de solidariedade ao movimento de moradia, que teve militantes presos no dia 24 de junho. A moção foi aprovada pela assembleia, bem como outra moção de apoio à greve dos jornalistas de Alagoas.

Leia abaixo a moção de solidariedade ao movimento de moradia.

Nota de solidariedade à luta por moradia!

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo repudia a escalada de criminalização dos movimentos sociais, expresso no dia 24 de junho pela prisão de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Centro de São Paulo, além de mandados de busca e apreensão a diversas outras lideranças.

Em nota, o Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) informou que “o pedido de prisão temporária integra investigação sobre o prédio que desabou no Largo do Paissandu, em maio de 2018, e se baseia na declaração de supostas testemunhas sobre cobrança indevida de aluguel”. Entretanto, não existem provas ou motivações jurídicas para tal decisão, configurando-se prisões arbitrárias e ações coercitivas que visam a criminalizar quem luta pelo direito à moradia.

Em defesa da democracia e dos Direitos Humanos, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo exige a imediata libertação dessas lideranças. Moradia é um direito. Lutar não é crime!

São Paulo, 26 de junho de 2019