Abril: Sindicato realiza Assembleia nesta sexta (17) para debater demissões

Reunião com demitidos foi antecipada devido ao anúncio da recuperação judicial da editora

Por Flaviana Serafim - Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) convoca assembleia para debater as demissões em massa realizadas pela Editora Abril desde o último dia 6 de agosto. A reunião, inicialmente marcada para este dia 15 e depois para o dia 22, foi antecipada para esta sexta-feira, 17 de agosto, às 15h, na sede da entidade (Rua Rego Freitas nº 530, sobreloja, V. Buarque).

Na reunião com os demitidos, a direção do SJSP vai discutir a dispensa coletiva, e deliberar iniciativas e medidas a serem tomadas. O SJSP estima que cerca de 150 jornalistas tenham sido demitidos até o momento.

Com o fechamento de publicações como as revistas Arquitetura e ConstruçãoBoa FormaCasa ClaudiaCosmopolitanElle e Minha Casa, anunciado pela editora em 6 de agosto, foram cerca de 100 jornalistas demitidos.

Apenas três dias depois, em 9 de agosto, a Abril demitiu outros 15 jornalistas da redação do Guia do Estudante, publicação na qual a empresa havia afirmado que concentraria ““seus recursos humanos e técnicos” por se tratar de uma de suas “marcas líderes”.

Na última sexta-feira (10), as demissões ainda atingiram outros cerca de cinco jornalistas com o fim da revista Viagem e Turismo.

Luta contra as demissões

Devido a demissões coletivas ocorridas em 2017, a editora já está respondendo uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT) e, por isso, na tarde de 6 de agosto, o Sindicato dos Jornalistas entrou com pedido de antecipação de tutela contra as novas dispensas em massa e reinvindicado a reintegração dos demitidos. O pedido pode ser julgado a qualquer momento ou quando a decisão do processo for divulgada pela 61ª Vara do Trabalho de São Paulo, no próximo dia 21 de agosto. 

Antes de mover a ação, o MPT havia proposto um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à Abril, mas a editora se recusou a assinar o documento. Agora, caso a ação civil pública seja julgada procedente, a empresa pode ser multada em mais de R$ 1,3 milhão por danos morais coletivos, além de ressarcir integramente os profissionais pelo período de demissão.

Neste 10 de agosto, jornalistas, gráficos e administrativos da Abril fizeram um protesto unificado em frente ao prédio da empresa na Freguesia do Ó, zona oeste paulistana, reivindicando a reintegração dos demitidos. As categorias também lutam por respeito aos direitos trabalhistas, pois a emprese pretende pagar as verbas rescisórias parceladas em dez vezes, medida ilegal e que fere o está estabelecido na CLT.

A estimativa é que cerca de 300 gráficos tenham sido demitidos, e outros 200 a 300 administrativos. 

Assembleia sobre as demissões na Editora Abril
Data: 17 de agosto de 2018 (quarta-feira)
Horário: 15h
Local: Auditório Vladimir Herzog – Sede do Sindicato dos Jornalistas
Rua Rego Freitas nº 530 Sobreloja - V. Buarque – São Paulo/SP