171 jornalistas mortos por covid na América Latina: o triplo das vítimas registradas por violência institucional e terrorismo em 2019

Os dados são da comparação entre o registro de mortes por violência da FIJ em 2019 com as informações das organizações sindicais e meios de comunicação

Por FIJ - com tradução do SJSP / Foto: Orlando Sierra / AFP

Jornalistas de Honduras com equipamentos de proteção / Foto: Orlando Sierra - AFPJornalistas de Honduras com equipamentos de proteção / Foto: Orlando Sierra - AFP

O quinto levantamento da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) sobre o impacto da covid-19 nos trabalhadores de imprensa alcançou uma cifra alarmante: ao menos 171 jornalistas morreram por coronavírus até 19 de agosto, mais do triplo de vítimas por violência institucional, terrorismo e narcotráfico registradas pela FIJ em todo o mundo durante o ano passado.

Esse informe totalizou em 49 vítimas fatais de distintos tipos de violência em nível global em 2019, enquanto em 2020, alguns países da região, como Peru e Equador, já contam com 82 e 40 trabalhadores de imprensa mortos por coronavírus, respectivamente.

A estatística elaborada pela FIJ, organização que agrupa 600 mil trabalhadores de imprensa em todo o mundo, produziram as seguintes cifras por país com base em consulta às organizações filiadas e levantamento de meios de comunicação.

Peru: 82
Equador: 40
México: 13
Brasil: 9
El Salvador: 3
República Dominicana 5
Guatemala: 3
Nicarágua: 3
Argentina: 1
Honduras: 7
Panamá: 1
Colômbia: 2
Bolívia: 2

Como entidade que se dedica a trabalhar a defesa dos direitos e garantia dos jornalistas em todo o mundo, exigimos que as autoridades de cada país cumpram os protocolos sanitários estipulados para o trabalho jornalístico e os empregadores e donos de meios de comunicação respeitem as medidas de precaução para salvaguardar as vidas dos e das jornalistas.