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Diretores dos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas e representantes dos trabalhadores da Fundação Padre Anchieta encaminharam apelo ao presidente da Fundação, o jornalista Paulo Markun, solicitando o cancelamento das 65 demissões da RTV Cultura, anunciadas na segunda-feira (17).
O apelo a Markun foi feito em reunião realizada nesta terça-feira (18/09) durante uma hora e meia na sede da Fundação, em São Paulo. Nessa reunião, os representantes da Fundação Padre Anchieta disseram que estão sendo desligados 65 profissionais, sendo jornalistas, radialistas e administrativos. Eles não souberam especificar o número exato de jornalistas registrados que foram demitidos, mas colegas disseram que teriam saído de 10 a 12 profissionais do jornalismo. Participaram da reunião na Fundação o presidente do SJSP, Guto Camargo e o diretor Eureni Pereira. Pelos radialistas, estiveram presentes o diretor coordenador do Sindicato, José Marcos de Souza e os diretores Nilton de Martins e Sérgio Ipoldo. Também participou o representante dos trabalhadores no Conselho Curador da Fundação Maurício Monteiro. E representaram a diretoria da Fundação, o diretor administrativo Celso Barbosa, o coordenador do departamento jurídico Sidney Apocalipse e a gerente do RH, Tane Maria Ymayo. Assembléia – Foi convocada para amanhã (19/09) uma assembléia conjunta de jornalistas e radialista na porta da RTV Cultura, às 13h30, para organizar a mobilização contra as demissões. Leia abaixo a resposta de Markun aos apelos dos jornalistas e radialistas, encaminhada aos sindicatos das duas categorias nesta terça-feira (18) “À diretoria do Sindicato dos Radialistas e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo Registramos o recebimento, hoje, do seu documento contendo um apelo pela suspensão dos cortes de pessoal realizadas nesta semana. Entendemos a sua preocupação com a questão funcional e agradecemos sua disposição em defender o patrimônio da Fundação Padre Anchieta. Infelizmente, não podemos revisar uma situação imposta pelo inadiável processo de reestruturação desta instituição. Estas demissões obedecem à necessidade de reverter de forma permanente uma condição insustentável. Já no meu discurso de posse alertei para o desafio imposto pela situação financeira da Fundação e não descartei a necessidade de reduzir o quadro de funcionários. O diagnóstico realizado pela diretoria nestes primeiros três meses de gestão confirmou a necessidade do corte de custos e da diminuição de pessoal – realizada de forma criteriosa e procurando diminuir ao mínimo o impacto no nosso quadro de pessoal. Nossa preocupação está refletida na carta que encaminhamos nesta segunda-feira, dia 17, a todos os funcionários da Fundação, que reproduzo a seguir: “A todos os funcionários, Nesta data, estamos desligando do nosso quadro funcional um número expressivo de profissionais, alguns deles com décadas de trabalho e dedicação à Fundação Padre Anchieta. Nunca é fácil enfrentar tal circunstância, especialmente no caso desta presidência que completa três meses de mandato – tempo aplicado na realização de um primeiro diagnóstico administrativo, bem como em mudanças no organograma e modelo de gestão. Nosso objetivo é assegurar um futuro sólido para a instituição que completa 40 anos e tem, como seus acionistas, 41 milhões de paulistas que pagam impostos e contribuem com metade dos recursos utilizados em nosso custeio. Acreditamos que estas medidas, duras e amargas, poderão ser melhor compreendidas e assimiladas nesta perspectiva” Atenciosamente, Paulo Markun, Diretor-presidente Fundação Padre Anchieta.´ |