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Por Fernando de Santis Foto Sônia Mele 
Jorge Ferreira | Jorge Ferreira não está mais no expediente dos jornalistas deste mundo. O câncer que o vinha incomodando nos últimos anos desta vez foi mais poderoso. Ele morreu na madrugada desta sexta (14/09) em São Paulo, deixando a esposa, filhas, netos e uma sólida carreira jornalística construída ao longo de 60 anos |
A opção pela reportagem se manifestou cedo para Jorge, em 1944, quando, aos 22 anos, ele pediu a demissão dos quatro jornais para os quais trabalhava em São Paulo para acompanhar um seringalista em sua longa viagem de volta à Marabá (PA), o que consumiu dois meses de viagem. Essa foi só a primeira incursão do jornalista à Amazônia. Voltou muitas vezes depois, já escrevendo para a revista O Cruzeiro, na época o veículo mais importante do País. Tempo em que se embrenhou na selva ora para encontrar um avião caído em local de difícil acesso, ora para acompanhar o Kuarup, a “festa dos mortos” no Xingu, parque indígena que ajudou a criar, junto com os irmãos Vilas Boas (Orlando e Leonardo, indigenistas). “Acho que o Jorge a esta hora já está sentado numa reunião de pauta dos grandes jornalistas que já nos deixaram, lá no céu”, afirmou hoje Zé Pinto, a outra ponta da imortal dupla de reportagem do O Cruzeiro dos anos 1950, 60 e 70, amigo e parceiro. O corpo do jornalista será sepultado em Cerqueira César, no interior paulista. |