O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo existe desde 15 de abril de 1937. Participou e participa de lutas importantes dos jornalistas e da sociedade brasileira. Com cerca de 4.800 associados, segundo dados de janeiro de 2008, é o maior sindicato da categoria no País. É filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Tem sede à Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Vila Buarque, São Paulo e nove regionais: Bauru, Campinas, Oeste Paulista, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Vale do Paraíba/Litoral Norte/Mantiqueira. Trabalham no Sindicato, entre funcionários contratados e prestadores de serviços, 40 pessoas.
A diretoria é eleita a cada três anos e é constituída por uma Executiva, Conselho de Diretores, Diretoria Plena, Conselho Fiscal, diretores Regionais e de Base e Comissão de Registro e Fiscalização do Exercício Profissional, somando 90 jornalistas.
O Sindicato atua, basicamente, nas seguintes frentes:
1 - defesa dos jornalistas;
2 - defesa da melhoria da profissão;
3 - melhoria das condições de vida e de saúde dos jornalistas e
4 - nas lutas em defesa da democracia e da cidadania.
Na defesa dos jornalistas empregados, o Sindicato mobiliza anualmente a categoria em São Paulo para a Campanha Salarial. A data-base é 1º de junho (jornais e revistas da Capital; jornais e revistas do Interior e Litoral; e assessoria de imprensa/comunicação) e 1º de dezembro (rádio e TV,) e as negociações têm ocorrido, com os quatro sindicatos patronais que representam as empresas destes segmentos.
Para os jornalistas free lancers, o Sindicato também é um importante ponto de aglutinação e de defesa. A entidade é a principal responsável pela edição e atualização anual da Tabela de Preços de Referência para o Licenciamento de Obra Jornalística e a Prestação de Serviços em Assessoria de Imprensa/Comunicação que, desde 2002, é elaborada em conjunto com a Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), a Associação Brasileira de Propriedade Intelectual dos Jornalistas (Apijor) e a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de São Paulo (Arfoc/SP) e aprovada em assembléia dos jornalistas.
O Sindicato também está voltado aos profissionais que hoje encontram-se desempregados. Esse segmento da categoria tem sido apoiado por meio da Bolsa de Empregos e dos cursos de qualificação oferecidos pelo Departamento de Formação Profissional.
O Sindicato tem sido, cada vez mais, uma instituição capaz de defender a regulamentação da profissão e de fiscalizar o exercício profissional, conduzindo em São Paulo, no campo jurídico e da mobilização da categoria e dos estudantes de jornalismo, a Campanha Nacional em Defesa da Formação Específica em Jornalismo (Sou jornalista por formação), coordenada nacionalmente pela FENAJ. A essa ação, junta-se a atuação nas escolas de jornalismo, por meio da Comissão Estadual de Qualidade de Ensino e do Programa de Estágio Acadêmico.
Por ser a principal entidade de base dos jornalistas brasileiros - em número de filiados e em força de atuação - o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo tem um papel relevante na estruturação da categoria nacionalmente (na FENAJ) e em outras áreas de atuação, como na constituição da Apijor, que responde pela defesa dos direitos autorais dos jornalistas no País e que foi formada por iniciativa da entidade paulista.
Quanto à atuação política e de representação da categoria, na sociedade civil e diante do poder público, o Sindicato participa de vários movimentos em defesa da vida e da democracia. É assim no Comitê Paulista pela Democratização da Comunicação, na Comissão Municipal de Direitos Humanos (SP), na participação em inúmeros movimentos, campanhas e outras atividades sociais. O Sindicato é um canal e um instrumento importante para a participação dos jornalistas nas lutas da sociedade, por um Brasil com justiça social e plenamente democrático.